MENU

Alta Floresta - MT

Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017

Silval Barbosa revela que Blairo Maggi participou de esquema de corrupção, diz jornal

Delação aguarda homologação do ministro do STF Luiz Fux. Segundo ele, colaboração é

Reprodução

Jornal do Brasil

Postada em 07 de Agosto de 2017 às 06h01min

Em acordo de delação premiada, o ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) relatou que o ministro da Agricultura do governo Temer, Blairo Maggi (PP), teria participado da montagem de um esquema para liberar dinheiro de precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais) estaduais em troca do apoio de parlamentares do Estado. As informações são da Folha de S. Paulo.
O esquema teria ocorrido ao fim da gestão de Maggi como governador do Estado (2003-2010), de acordo com o delator. O acordo de colaboração de Barbosa foi assinado há cerca de dois meses com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e aguarda homologação do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal). Na quarta (2), o magistrado declarou que a colaboração é "monstruosa", mas se recusou a dar detalhes.
Além do ministro do governo Temer, os senadores do Estado Wellington Fagundes (PR) e Cidinho Santos (PR), suplente de Maggi, também são alvos da delação.Os dois, de acordo com Barbosa, teriam se beneficiado de recursos ilícitos. Barbosa relatou ainda pagamento de um "mensalinho" para deputados estaduais que atuaram na sua gestão para lhe garantir apoio. Como evidência, forneceu vídeos dos parlamentares estaduais recebendo dinheiro em espécie. Envolvidos no acordo afirmaram à reportagem que os valores giravam em torno de R$ 80 mil.
Barbosa governou Mato Grosso de 2010 a 2014. Ele foi preso em 2015 na operação Sodoma, que investiga crimes de fraudes na concessão de incentivos fiscais do Estado. Desde junho, porém, está em prisão domiciliar. No acordo assinado com a PGR, Barbosa recebeu uma multa de R$ 80 milhões. Inicialmente os investigadores solicitaram o valor de R$ 150 milhões. De acordo com a decisão da Justiça que levou Barbosa para a prisão em 2015, trata-se de um “assombroso esquema de desvio de verbas públicas” liderado pelo ex-governador e por meio do qual o grupo teria arrecadado ilegalmente mais de R$ 2,5 milhões pagos pelo sócio-proprietário de três empresas que receberam os benefícios de um esquema de fraude à concessão de benefícios fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) , o empresário João Batista Rosa, que atualmente colabora com as investigações e com a Justiça dentro do programa de delação premiada.


SOLO Plus